O Parque Biológico da Serra da Lousã fica na encosta da Serra da Lousã, em Miranda do Corvo, a pouca distância de carro de Coimbra. Abriu em 2009 e apresenta-se como a maior amostra da fauna selvagem de Portugal: mais de 300 animais de mais de 60 espécies, quase todas autóctones.
O Parque Selvagem é a razão da visita. Lobos-ibéricos, ursos-pardos, linces, javalis e vários tipos de cervídeos vivem em espaços integrados na floresta, por isso caminha-se debaixo das árvores e não entre muros de betão. Muitas das aves de rapina já não conseguem sobreviver na natureza, e é por isso que se pode ficar a um metro de um bufo-real enquanto ele decide se merecemos a sua atenção.
Além dos animais, o parque tem uma quinta pedagógica com raças autóctones portuguesas, um labirinto de árvores de fruto, um roseiral e pequenos museus de tanoaria e de artes e ofícios tradicionais. É gerido pela Fundação ADFP, uma fundação de solidariedade social, e parte da sua missão é empregar pessoas com deficiência no cuidado diário dos animais.
Visitámo-lo no final de maio de 2026, quando os gamos ainda tinham as hastes em veludo, o lince preferia bocejar a caçar e a quinta estava cheia de cabritos e leitões acabados de nascer. Estes fotogramas são o resultado: retratos próximos, quase sempre através de redes, de animais que sabiam muito bem que estavam a ser observados.
Conte com pelo menos meio dia. Os percursos são ao ar livre e acompanham a encosta, por isso leve calçado confortável.
Bufo-real. Uma das maiores corujas do mundo, reconhecível pelos olhos cor de laranja e pelos tufos na cabeça. Caça sobretudo de noite.73924-2958Muflão macho. Uma ovelha selvagem. Os machos desenvolvem cornos pesados e enrolados que crescem durante toda a vida.73924-3074Muflão fêmea. As fêmeas têm cornos pequenos ou nenhuns, e vivem em grupo com as crias.73924-3736Lince, a meio de um bocejo. Cauda curta, pincéis nas orelhas e barba à volta da cara. Este não tinha planos para a tarde.73924-7369Gamo. Os machos renovam as hastes todos os anos; enquanto crescem, estão cobertas de veludo.73924-7972Javali bebé. As crias nascem com riscas claras ao longo do corpo, que desaparecem nos primeiros meses.73924-8221A piscadela. O mesmo bufo-real, segunda opinião.73924-4325Águia-cobreira. Cabeça grande, olhos amarelos quase de coruja e uma dieta feita sobretudo de cobras e outros répteis. Na natureza passa o inverno em África.73924-8191Tartarugas-da-Flórida. Uma espécie norte-americana. Os animais de estimação libertados tornaram-se invasores em rios e charcos da península.73924-7504Malhadinha. Uma borboleta de bosque que procura a luz filtrada entre as folhas. Os machos defendem a sua própria clareira ao sol.73924-3474Lontra. Autóctone dos rios portugueses. Semiaquática e sobretudo pescadora, os bigodes ajudam-na a caçar em águas turvas.73924-9271Mosca-verde. Não consta da lista de atrações do parque, mas posou melhor do que muitos.73924-4303Gato, de folga. Pelagem com pontas escuras na cara, orelhas, patas e cauda. A dormir no único canto ao sol do caminho.73924-9222Cabra. Observava os visitantes com a mesma atenção com que eles a observavam.73924-5549Íris. O olho do bufo-real não se move na órbita, por isso roda a cabeça inteira para olhar.73924-5990Cabra e cabrito. O final de maio é época de cabritos na quinta.73924-4159Hora de almoço. O cabrito tinha outras prioridades do que posar.73924-8131Cabrito branco. Poucas semanas de vida e já curioso com tudo.73924-3596Porca e leitões. Orelhas como cortinas e uma ninhada de leitões malhados a explorar a pocilga.73924-8354Sesta. Cinco porcos, zero interesse nos visitantes.73924-9702Mocho-galego. Pequeno, redondo e sempre pouco impressionado. O nome científico, Athene noctua, vem da deusa Atena.73924-7272Esquilo-vermelho. Apanhado a meio do lanche, bigodes à frente.73924-3991Sesta em curso. O mesmo esquilo, menos planos.73924-4576Porquinhos-da-índia. Domesticados nos Andes há milhares de anos. Aqui, especialistas em aconchego.73924-3741